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domingo, 11 de julho de 2010

Apresentação das aprendizagens





Embora tenha feito a cada semestre apresentação das aprendizagens para as colegas e professores, ainda fico nervosa e insegura. Não tenho a mesma facilidade que vejo em outras pessoas, de chegar na frente do grupo e falar como se estivesse em casa conversando com familiares.
Sei que esse momento tem como um dos objetivos nos preparar para a banca no final do curso, quando apresentaremos o TCC, contudo me sinto mais a vontade escrevendo do que apresentando os trabalhos. Contudo consegui relatar bem as atividades que realizei no estágio curricular, bem como destaquei as aprendizagens (na verdade constatações) feitas nesse período. Destaco nesse dia, a troca de saberes que compartilhamos com as colegas do PEAD, mesmo tendo um tempo determinado para falarmos, foi possível observar a caminhada de cada uma e algumas que conheço mais intimamente consegui ver o progresso que teve em relação a outros semestres.
Nesse momento aprendemos com a troca de ideias, do diálogo e também com a crítica. Podemos refletir com a produção da outra pessoa, analisando a nossa e talvez respondendo dúvidas, encontrando soluções e reconhecendo pensamentos iguais. É uma atividade rica e significativa para todos os presentes, certamente nos qualifica ainda mais como aluno e profissional da educação.



REFERÊNCIA

Disponível em http://mathetics.net/pages/modelos.htm acesso em 11/07/10


domingo, 4 de julho de 2010

Aprendizagens do semestre


Enquanto estagiária havia me programado em alcançar certos objetivos pessoais de aprendizagem, que era aprender a utilizar melhor o tempo em sala de aula, proporcionando aos alunos aulas dinâmicas com atividades que estivessem de acordo com o que já sabiam e com o que precisavam saber. Além disso, repassar o conhecimento que construí ao longo do curso, no intuito de ajudar meus alunos a construírem seus próprios conhecimentos.Consegui por isso em prática planejando melhor as aulas, integrando as áreas de conhecimento, através de atividades diversificadas com músicas, histórias, poesias, jogos, experiência, brincadeiras, aula-passeio e outros. Alcancei então os objetivos desejados, onde as crianças se mostraram sempre entusiasmadas e interessadas por todas as atividades propostas.Constatei que o ato de planejar é importante, a aula transcorre melhor quando temos a continuidade de atividades relacionadas, tudo encaixa e flui melhor. Compreendi ainda mais a necessidade do brinquedo para os meus alunos e busquei criar situações que possibilitasse estimular seu desenvolvimento e a própria interação social. Além disso, acredito cada vez mais que somente tendo relações afetivas e dialógicas entre professor e alunos, que se faz uma educação produtiva e qualitativa.Refletindo a cerca do estágio concluo que minhas aprendizagens estão sendo fundamentais para a minha práxi, pois o estágio terminou, porém o meu trabalho profissional continua e agora muito melhor.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Arquiteturas Pedagógicas




A escola em que leciono possui o EVAM( Espaço Virtual de Aprendizagem e Multimídia) onde quinzenalmente os alunos realizam atividades lúdicas que envolvem raciocínio lógico, coordenação motora,asssociação e outros. Porém nos momentos em que o ambiente não está sendo ocupado pelos alunos da área,pode-se fazer uso dele.
Durante o estágio utilizei o laboratório de informática sempre que possível, a fim de trabalhar com jogos e vídeos educacionais de forma apoiar a aprendizagem realizada em sala de aula, com a participação da professora responsável pelo espaço. Procuramos vários sites educacionais onde conseguimos material que enriqueceram as atividades sobre a temática alimentação e saúde. A turma( 1° ano) sempre foi receptiva e participou com entusiasmo das atividades propostas, auxiliando-se mutuamente e aprendendo com prazer.
Através desse tipo de arquitetura incidente, houve uma combinação de estratégias e variação de recursos, ou seja os alunos tiveram apóio da tecnologia virtual para facilitar a construção de seus conhecimentos. São ferramentas que provocam situações de desequilíbrio na estrutura cognitiva do educando, proporcionando avanços no seu aprendizado. Houve muito momento lúdico, desenvolvendo habilidades, estimulando a solução de problemas, capacidade de decisão, despertando a curiosidade e o desafio, atitudes importantes e necessárias de serem vivenciadas pelos alunos que estou ajudando a formar.


REFERÊNCIAS

http://senaedpedagogiaead.wordpress.com/2009/05/31/arquiteturas-pedagogicas-no-pead/
acesso em 28/06/10

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reflexões, aprendizagens e novos caminhos




Nessa semana foi o término da prática de estágio e pedi aos alunos que fizessem uma retrospectiva de suas aprendizagens sobre o tema trabalhado, alimentação e saúde. Primeiro eles falaram individualmente, depois fizeram desenhos explicitando o que aprenderam e sobre as atividades que mais gostaram de participar. Além disso, apresentaram as aprendizagens aos alunos do outro 1° ano, bem como as supervisoras da escola.
Esse momento foi muito interessante, pois possibilitou que refletissem sobre suas aprendizagens e também interagissem com outras pessoas, mostrando o conhecimento adquirido.
Isso me permitiu constatar o desenvolvimento e o aprendizado deles sobre a temática e a necessidade de realizar mais esse tipo de atividade, a fim de que se comuniquem mais e melhor com as pessoas, trocando idéias e repassando saberes.
Eu também parei para refletir sobre as semanas de estágio, analisei acertos e erros.
A maioria dos educadores, devido a falta de tempo, ou por algum outro motivo deixam de fazer algo que é fundamental para sua prática diária; que é o ato de refletir. Pensar é começar a mudar. Quem não reflete sobre o que faz acomoda-se, repete erros e não se mostra profissional.
Nesse sentido Freire (1996) afirma que: “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem é que se pode melhorar a próxima prática”.

REFERÊNCIAS FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 20ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dialogando

Trabalhando com alunos do 1° ano exercito muito o diálogo com eles, por perceber essa necessidade latente neles e por acreditar que é o caminho para uma prática educativa democrática. Iniciamos a semana numa rodinha onde contam sobre o fim de semana e onde eu adianto o que vamos trabalhar durante a mesma. Ouvimos uns aos outros com respeito e interesse.
Para Freire (1999) o diálogo é a essência da educação como prática da liberdade. Por acreditar dessa forma também é que as relações entre mim e meus alunos são afetivas e dialógicas. Não sei tudo e aprendo diariamente com eles e através desse diálogo tão necessário, consigo perceber o estágio de aprendizado que se encontram, o que sabem e o que precisam aprender.
Aprendemos uns com os outros, dizia Freire( 1999 ) então temos que escutar o outro, quais são suas idéias, o que seu aprendizado acrescenta em mim, essa é a verdadeira aprendizagem produtiva.
O educador precisa estar aberto para a troca de saberes com seus educandos, pois não somos os detentores de todo o conhecimento,dessa forma se diminui as distâncias e as diferenças. Tenho que conhecer o dia-a-dia dos alunos para entendê-los e para poder ajudá-los no seu processo de aprendizagem.
O próprio Comenius (1592-1670), considerado o pai da didática moderna, já tocava em questões como a importância da afetividade do professor, do respeito ao estágio do desenvolvimento da criança e do diálogo em sala de aula.

REFERÊNCIA
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 11.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Brincar é importante



Introduzi o tema semanal,origem dos alimentos, porque em uma atividade feita na semana anterior, alguns alunos ficaram em dúvida de onde vinha o leite, inclusive um disse: “Vem do BIG”. Portanto trabalhei novamente com embalagens de alimentos, focalizando sua origem explicando, por exemplo, de onde vem o sal e de que fruta se faz o chocolate.
Nos divertimos com o mercado montado na sala, onde compraram e venderam produtos, utilizando dinheirinho de brinquedo.Ora eram vendedores, ora compradores, vivenciando esses papéis sociais. A brincadeira em questão não apenas divertiu-os, mas fez com que interpretassem o mundo em que vivem.
Para Fortuna (2002) os adultos que compartilham desses momentos lúdicos ganham também. Comprovo essa afirmação, pois participando ou olhando eles brincarem entro no clima da fantasia e alegria que partilham.
Nesses momentos de brincadeira devemos estar atentos para conseguirmos acompanhar o processo de desenvolvimento dos alunos, tanto na parte cognitiva quanto afetiva.
Fortuna ( 2002) explica que a sala de aula é um indicador de possibilidades de exercício lúdico, onde as crianças constroem significados objetivando a assimilação dos papéis sociais, o entendimento das relações afetivas e a construção do conhecimento.

REFERÊNCIA
FORTUNA, Tânia Ramos. Papel do brincar: Aspectos relevantes a considerar no trabalho lúdico. Revista do professor. Porto Alegre, 9-14, jul./set.2002.

domingo, 30 de maio de 2010

Aprendendo com Freinet



Pesquisando sobre a pedagogia de Freinet, reli que sua teoria é centralizada na criança e baseada sobre alguns princípios:

- senso de responsabilidade
- senso cooperativo
- sociabilidade
- julgamento pessoal
- autonomia
- expressão
- criatividade
- comunicação
- reflexão individual e coletiva
- afetividade

A maior parte deles se faz presente em minha prática educativa com meus alunos e procuro aprimorá-los a cada dia.
Na semana passada fomos ao mercado próximo da escola, a fim de observar e identificar as frutas, os legumes e as verduras que trabalhamos durante todos esses dias. Aproveitei para mostrar como são vendidos, ou seja, por unidade ou por quilo.
Passeamos pelos corredores onde os alunos foram apontando outros alimentos trabalhados, como o feijão e os doces.
Foi bastante proveitoso o passeio-aula, onde percebi o aprendizado acontecendo. Realmente unir a teoria com a prática, trás resultados mais concretos, contribuindo para mostrar aos alunos que aquilo que trabalhamos em aula está vinculado a vida.
Para Freinet (1996) a criança aprende pela experimentação concreta no mundo real, na relação com o mundo, com as pessoas, enfim, com o meio social. Acreditava que um experimento, qualquer que seja, deixa uma marca indelével e é com essas marcas que a criança constrói seu conhecimento.
Essa atividade realizada fez com que eu constatasse que o recurso didático utilizado, contribuiu para despertar o interesse em aprender mais, pois a criança gosta de atividades práticas. Segundo Freinet (1975) a aula-passeio está fundamentada na ordem e na organização e a disciplina é importante para que o trabalho produza frutos e depende do envolvimento de todos os atores da escola. Os alunos se comportaram muito bem tanto no caminho, quanto no estabelecimento.Souberam ouvir e falar conforme as combinações feitas anteriormente.
Freinet ( 1975) afirma que nesse tipo de ferramenta utilizada as relações se tornam mais próximas e menos formais, sendo momentos de trocas e aprendizado.
É exatamente isso que consegui observar, crianças aprendendo de uma forma descontraída e feliz. Percebo agora que poderia também ter feito a aula-passeio como forma de introdução do assunto,para depois aprofundar os conteúdos, mas de qualquer maneira as duas formas estão de acordo com a teoria de Freinet.
Para essa semana montaremos um mercadinho com embalagens de alimentos vazias e com dinheirinho, para que brinquem de comprar e vender, conforme observaram na aula-passeio.

REFERÊNCIA
FREINET, Cèlestin. Pedagogia do bom senso. São Paulo: Martins Fontes,1996.
FREINET, Cèlestin. As técnicas Freinet da escola moderna. Tradução de Silva letra. 4ª ed. Lisboa Portugal: Estampa,1975.170p.

domingo, 23 de maio de 2010

O lúdico na vida da criança







Lendo e refletindo, reafirmo que o lúdico contribui para aprendizagem dos alunos, como torna as aulas mais dinâmicas e prazerosas.
Luckesi ( 2000) afirma que enquanto estamos participando verdadeiramente de uma atividade lúdica, não há lugar, na nossa experiência, para qualquer outra coisa além dessa própria atividade. Não há divisão. Estamos inteiros, plenos,flexíveis, alegres, saudáveis.
O tema principal dessa semana foi a pirâmide alimentar onde os alunos puderam perceber através do desenho,que os alimentos que devemos comer mais, fica na base e o que devemos comer menos fica na parte menor da pirâmide.
Os alunos gostaram da brincadeira com as embalagens dos alimentos onde tinham que dizer a que grupo da pirâmide alimentar pertencia cada alimento mostrado. Gostaram de cantar as músicas sobre o feijão e sobre a ida a feira. Gostaram dos jogos virtuais onde tinham que encontrar o lugar correto na pirâmide para os itens selecionados e separar os alimentos que ficam no mesmo grupo alimentar.
Adoraram as brincadeiras na educação física que envolveu também as embalagens dos alimentos e foram realizadas em equipes, onde constatei a importância do trabalho em grupo para o resultado ser alcançado. Luckesi ( 2000) fala que vivenciar uma experiência lúdica em grupo é muito diferente de praticá-la sozinho. O grupo tem a força e a energia do grupo; ele se movimenta,se sustenta, estimula, puxa a alegria, mas somente cada individuo, nesse conjunto vital e vitalizado, poderá viver essa sensação de alegria, partilhada no grupo.
Muitos educadores avaliam a brincadeira como tempo perdido, tendo a idéia de que é uma atividade oposta ao trabalho, menos importante do que o resto das atividades pensadas. Essa concepção é comprovada na medida em que a criança avança nas séries/ anos do ensino fundamental. O tempo de brincar vai diminuindo, se restringindo a hora do recreio. Isso é uma pena,pois as crianças precisam e merecem esse tipo de atividade articulada ao seu processo de aprendizagem.


REFERÊNCIA
LUCHESI,Cipriano Carlos. Educação, ludicidade e prevenção das neuroses futuras: uma proposta pedagógica a partir da Biossíntese,
in Educação e Ludicidade. Coletânea Ludopedagogia Ensaios 01, organizada por Cipriano Carlos Luckesi, publicada pelo GEPEL,
Programa de Pós-Graduação em Educação, FACED/UFBA, 2000

terça-feira, 18 de maio de 2010

A importância da família na escola




Dentro da temática alimentação e saúde, combinei com os alunos uma salada de frutas.
Convidei as mães do Lucas e do Pedrinho para ajudar na organização. Nós descascamos as frutas, eles picaram e colocaram no pote onde os ingredientes foram misturados.
Enquanto aprontávamos a nossa receita conversamos sobre a importância das frutas e como a salada ficaria saborosa, porque afinal nós estávamos preparando-a. As frutas enviadas foram
banana, maçã, laranja, kiwi. Trouxe uma lata de pêssego para incrementar.
Quando ficou pronta, servimos a eles. Alguns alunos apenas provaram, demonstrando não terem o hábito de comer frutas em casa, porém outros repetiram várias vezes.
É difícil mudar velhos hábitos, mas acredito que a sementinha está sendo plantada e até o final do ano vou insistir para que percebam a necessidade e a importância das frutas na nossa alimentação.
Segundo Freire ( 1997) A compreensão do que se está lendo, estudando, não estala assim, de repente, como se fosse um milagre. A compreensão é trabalhada, é forjada, por quem lê, por quem estuda que, sendo sujeito dela, se deve instrumentar para melhor fazê-la. Por isso mesmo, ler, estudar, é um trabalho paciente, desafiador, persistente.
As mães demonstraram muita satisfação por estarem realizando uma atividade em parceria com a professora e com o seu filho.Se ofereceram para serem chamadas quando eu precisar. É muito bom poder contar com pais que colaboram e entendem o trabalho que está sendo desenvolvido.
A participação dos pais na escola é interessante para a escola e para o filho, pois pais e escola devem educar juntos, para um bem maior. Essa aliança entre ambos é altamente produtiva e eficaz. Acredito que a escola deve dar o primeiro passo, deixando a porta aberta para que a família possa contribuir e interagir na educação dos alunos.
Como nos lembra Freire (1999), a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não. Cartas a quem ousa ensinar. Editora Olho D'Água, 10ª ed., 1997, p. 24.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 11.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.

domingo, 25 de abril de 2010

Povos indígenas







Na semana que passou, elaborei meu planejamento sobre a cultura indígena e para isso busquei subsídios teóricos no texto, Semana indígena:ações e reflexões interculturais na formação de professores.
Os índios receberam esse nome quando os portugueses chegaram a terra que seria mais tarde chamada de Brasil.Vieram com a intenção de procurar riquezas e tornarem-se proprietários dessa terra que já tinha dono. Não foram capazes de entender e respeitar as pessoas que habitavam o local, pelo contrário usaram de crueldade e malícia com eles.
Os povos indígenas brigaram bravamente pelo seu espaço (lutam até hoje), porém foram quase dizimados e perderam muito do que possuíam.
No dia 19 de abril, os índios não têm o que festejar, porém podem mostrar ao mundo que continuam mantendo suas tradições e costumes, que possuem direitos de ter uma vida melhor.
Temos muito que aprender com eles que procuram viver em harmonia com a natureza, respeitando os animais, a terra, a água.
Com meus alunos conversei sobre as tribos que vivem na mata mantendo sua cultura e aqueles índios que vivem em cidades com costumes misturados com os nossos. Vendem artesanato a beira das estradas ou em sinaleiras, porque não tem terras e comidas suficientes para se manterem lá na mata.
Passei um vídeo para a turma que mostrou fotos de índios, onde observaram a pintura do corpo, enfeites que colocam na boca e no rosto.Reconheceram o colorido de suas vestimentas e ouviram a música, “Todo dia era dia de índio”.
Comparamos sua alimentação saudável (frutas, peixes, plantas, raízes) com a nossa e vimos como alguns alimentos aprendemos com eles a comer.
Não pintei seus rostos como em outros tempos, mas fiz com que refletissem sobre esse tema, onde compreenderam que os povos indígenas têm uma cultura diferenciada da nossa e merece nossa admiração e respeito.

REFERÊNCIA:
Ana Maria Petersen, Maria Aparecida Bergamaschi e Simone Valdete dos Santos. “Semana indígena: Ações e reflexões interculturais na formação de professores”.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Contando histórias







Segundo Fanny Abramovich, “Se a criança não lê é porque não lhe estão apontando os caminhos para o desfrute de bons e belos textos...”
A leitura para as crianças é muito importante para se formar cidadão leitores, onde a imaginação, a diversão e o sonhar acontecem por encanto. É onde ela pode rir das situações vividas pelos personagens, encontrar idéias para resolver seus próprios conflitos, tem a possibilidade de se identificar com os personagens e esclarecer as dúvidas, as dificuldades e talvez até resolvê-las. Ouvindo histórias a criança meche com vários sentimentos de ódio, amor, tristeza, alegrias, insegurança, etc.
Portanto esse momento deve ser mágico! É necessário criar um clima de encantamento, mostrando o livro, fazendo uma propaganda sobre o mesmo, para que as crianças fiquem curiosas pela história. É preciso deixar que os alunos toquem, vejam as figuras, saibam quem escreveu quem fez os desenhos, conheça um pouco da vida e outras obras do escritor.
Cabe a professora fazer as vozes dos animais, criar pausas, fazer suspense, sussurrar quando for necessário, falar mais alto para enfatizar alto, enfim transportar o ouvinte para dentro da história, imaginando a beleza da princesa, o tamanho do dragão, pensando na cara do ladrão. Não se pode fazer essa contação de qualquer jeito, o livro deve ser bem escolhido, lido antes para que se possa contar a história com prazer e ter significado para o ouvinte.
Estou vivenciando isso com meus alunos, pois faço leituras deleites todos os dias e eles adoram! Alguns peguntam na chegada: "Prof. que livro tu vai ler hoje?" ou "Prof lê tal livro de novo"isso me prova que estou nocaminho certo.

Fanny Abramovich-In: Literatura infantil - gostosuras e bobices, Ed. Scipione.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Linha do tempo

Solicitei aos alunos um tema de casa, onde os pais teriam que ajudá-los, montando uma linha do tempo com datas que marcaram suas vidas. Quase todos trouxeram seus trabalhos com muito capricho e dedicação. Fizemos então a apresentação, aonde os alunos iam falando sobre a foto e eu auxiliando, fazendo perguntas sobre quem eram as pessoas que aparecia, sobre os lugares, etc.
Foi um momento importante onde puderam mostrar um pouco de suas vidas e experiências que vivenciaram. Também puderam fazer uma relação de fotos parecidas, com exemplos: ida ao Zoológico, a praia, no maternal, no balizado e outros.Nessa atividade pude conhecer mais os meus alunos, conhecendo os parentes, a casa, seus hábitos, seus gostos, enfim aproximando mais o educador do educando.Os pais ou responsáveis participaram estabelecendo um elo de convivência com os filhos, escolhendo e elaborando a linha do tempo. Certamente conversaram sobre aquele momento da foto, recordando e mostrando para as crianças a importância da mesma.São nesses momentos que podem perceber como são especiais para as suas famílias, como foram bem acolhidos e amados. A construção da noção de tempo pela criança é fundamental para que possa situar fatos de sua vida cotidiana, perceber o seu tempo e as épocas diferentes da sua,compreendendo o tempo como fruto da construção social e como uma dimensão contínua ( físico e histórico).
































RERERÊNCIA:

*Leitura das Unidades III (O espaço) e IV (O tempo) do livro: ANTUNES, Aracy do Rego; MENANDRO, Heloisa Fesch; PAGANELLI, Tomoko Iyda. Estudos Sociais: Teoria e Prática. Rio de Janeiro, ACCESS, 1999.


domingo, 4 de abril de 2010

Diagnosticando para planejar







Estou com a minha turma de estágio desde que iniciou o ano, portanto já comecei a avaliação diagnóstica a fim de estabelecer relações entre a proposta de ensino, o perfil da turma e as necessidades de aprendizagens específicas de cada aluno. A partir disso posso elaborar um planejamento pedagógico, articulando o projeto de trabalho com a realidade dos educandos, a final preciso saber o que eles já dominam e onde precisam avançar.


É fundamental levar em conta a bagagem intelectual do aluno, para não formar um ser mecanizado, esperando o sinal para agir. Somos diferentes e essa diferença precisa ser respeitada.
Segundo RODRIGUES (2001),"planejamento é processo constante através do qual apreparação, a realização e o acompanhamento se fundem, são indissociáveis".
Para fundamentar o planejamento de ensino preciso refletir sobre o que é significativo que meus alunos aprendam...Qual será o assunto que vou trabalhar nesse momento? O que eles já sabem sobre esse assunto? O que os alunos precisam e podem saber além do que já trazem consigo? Que recursos posso usar para tornar a aula instigante? Que dinâmica utilizar: história, filme, música, conversa? Que instrumentos avaliativos serão apropriados para verificar se o entendimento do assunto foi alcançado?


Paralelo a sondagem de aprendizagens, comecei um projeto sobre identidades, intitulado: Quem sou eu ! Já trabalhei a percepção do corpo no espelho, diferenças e semelhanças entre os colegas, significado do nome e sobrenome, desenho de si e da família. Vamos trabalhar também com a certidão de nascimento e a linha do tempo com fotos. Objetivo que compreendam sobre sua história de vida e se reconheçam como seres únicos e especiais.
REFERÊNCIA
RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Planejamento: em busca de caminhos. In: XAVIER, Maria Luisa; DALLA ZEN, Maria Isabel (Orgs.). Planejamento em Destaque: análises menos convencionais. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2001. P. 59-65 e 72-73.

terça-feira, 23 de março de 2010

Iniciando o estágio rumo a formatura

"A cultura não se herda, conquista-se."
(André Malraux)


O meu estágio será realizado na escola em que atuo e com a minha turma de 1° ano, que possue 23 alunos, sendo 8 meninas e 15 meninos. É um grupo bem participativo que gosta de realizar todas as atividades propostas.
O período incial de adaptação deles na Escola foi tranquilo e não houve nenhum tipo de contratempo. Na primeira semana fiz entrevistas com os pais para conhecer melhor as crianças e conversamos sobre o funcionamento da mesma, bem como a maneira de trabalho que costumo utilizar.
Realizei as combinações com a turma das regras de convivência, para que percebam o que podem e o que não podem fazer, para que possamos nos relacionar bem no ambiente escolar. Estamos a cada dia nos conhecendo melhor e fortalecendo nossos laços de amizade e cumplicidade.
Estou fazendo uma investigação detalhada sobre os alunos, buscando colher dados importantes que mais tarde colocarei aqui.