Marga respondendo aos teus questionamentos:
*Partindo da Linha do Tempo, desenvolvida na semana anterior, será que não há como tu relacionares com as leituras que retomates? Será que a leitura das imagens em passeios, em atividades sociais comuns onde inclue a inserção dos mesmos a um grupo maior como batizados, aniversarios, ou festejos que ligam as familias, nao servem como elementos que estimulem a escrita? Na oralidade, eles nao manifestam essa aprendizagem?,
*Marcia, que relação existe entre a cultura indígina e o que as crianças apresentam na sua historicidade? Que relatos elas trazem, sobre coisas que praticam, brincadeiras , ou até mesmo comidas que conhecem? Percebes quanto material vc tem a disposição para explorar e contextualizar? Será que a diferenciação entre a cultura dos indigenas e a cultura vivida por esse publico alvo não apresenta elos que fortificam ou enfraquecem o seu modo de viver?
Certamente esse tipo de atividade estimula a oralidade, tanto é que citei na postagem(7/4/10): “Fizemos então a apresentação, aonde os alunos iam falando sobre a foto e eu auxiliando, fazendo perguntas sobre quem eram as pessoas que aparecia, sobre os lugares, etc.” Esse era um dos objetivos da atividade, que falassem sobre as fotos que trouxeram, pois é uma forma de estar sendo inserido no mundo letrado, se apropriando de conhecimentos compartilhados com o grupo, se comunicando e compreendendo o sentido da escrita e da leitura.
Na atividade sobre as tribos indígenas (25/4/10), também houve esse momento de oralidade onde se manifestaram trazendo o seu conhecimento a respeito do tema. Perguntei se gostavam de comer milho, canjica, farinha de mandioca e li para eles uma reportagem do Sininho ( complemento do Jornal Vale dos Sinos do dia 17/4/10) que falava que os índios transmitiram forte herança cultural através dos alimentos, tendo nos ensinado a comer os alimentos já citados e guaraná, palmito, pamonha. Na postagem digo: “Comparamos sua alimentação saudável (frutas, peixes, plantas, raízes) com a nossa e vimos como alguns alimentos aprendemos com eles a comer.” Também no uso de objetos como redes de dormir, canoa, chocalho, peteca, reconheceram que utilizam e ficaram encantados de saber que os índios também usam.
A área de estudos Sociais possibilita que os alunos possam perceber e compreender as diferenças culturais, aprendendo a encarar naturalmente sem preconceitos “os diferentes”.
REFERÊNCIAS:
ANTUNES, Aracy do Rego; MENANDRO, Heloisa Fesch; PAGANELLI, Tomoko Iyda. Estudos Sociais: Teoria e Prática. Rio de Janeiro, editora ACCESS, 1999.
SOARES, Magda. Resenha dos Textos: “Letramento e alfabetização: as muitas facetas” e “As muitas facetas da alfabetização”.
Disponível em: <> acesso em 3 de maio de 2010.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Povos indígenas

Na semana que passou, elaborei meu planejamento sobre a cultura indígena e para isso busquei subsídios teóricos no texto, Semana indígena:ações e reflexões interculturais na formação de professores.
Os índios receberam esse nome quando os portugueses chegaram a terra que seria mais tarde chamada de Brasil.Vieram com a intenção de procurar riquezas e tornarem-se proprietários dessa terra que já tinha dono. Não foram capazes de entender e respeitar as pessoas que habitavam o local, pelo contrário usaram de crueldade e malícia com eles.
Os povos indígenas brigaram bravamente pelo seu espaço (lutam até hoje), porém foram quase dizimados e perderam muito do que possuíam.
No dia 19 de abril, os índios não têm o que festejar, porém podem mostrar ao mundo que continuam mantendo suas tradições e costumes, que possuem direitos de ter uma vida melhor.
Temos muito que aprender com eles que procuram viver em harmonia com a natureza, respeitando os animais, a terra, a água.
Com meus alunos conversei sobre as tribos que vivem na mata mantendo sua cultura e aqueles índios que vivem em cidades com costumes misturados com os nossos. Vendem artesanato a beira das estradas ou em sinaleiras, porque não tem terras e comidas suficientes para se manterem lá na mata.
Passei um vídeo para a turma que mostrou fotos de índios, onde observaram a pintura do corpo, enfeites que colocam na boca e no rosto.Reconheceram o colorido de suas vestimentas e ouviram a música, “Todo dia era dia de índio”.
Os índios receberam esse nome quando os portugueses chegaram a terra que seria mais tarde chamada de Brasil.Vieram com a intenção de procurar riquezas e tornarem-se proprietários dessa terra que já tinha dono. Não foram capazes de entender e respeitar as pessoas que habitavam o local, pelo contrário usaram de crueldade e malícia com eles.
Os povos indígenas brigaram bravamente pelo seu espaço (lutam até hoje), porém foram quase dizimados e perderam muito do que possuíam.
No dia 19 de abril, os índios não têm o que festejar, porém podem mostrar ao mundo que continuam mantendo suas tradições e costumes, que possuem direitos de ter uma vida melhor.
Temos muito que aprender com eles que procuram viver em harmonia com a natureza, respeitando os animais, a terra, a água.
Com meus alunos conversei sobre as tribos que vivem na mata mantendo sua cultura e aqueles índios que vivem em cidades com costumes misturados com os nossos. Vendem artesanato a beira das estradas ou em sinaleiras, porque não tem terras e comidas suficientes para se manterem lá na mata.
Passei um vídeo para a turma que mostrou fotos de índios, onde observaram a pintura do corpo, enfeites que colocam na boca e no rosto.Reconheceram o colorido de suas vestimentas e ouviram a música, “Todo dia era dia de índio”.
Comparamos sua alimentação saudável (frutas, peixes, plantas, raízes) com a nossa e vimos como alguns alimentos aprendemos com eles a comer.
Não pintei seus rostos como em outros tempos, mas fiz com que refletissem sobre esse tema, onde compreenderam que os povos indígenas têm uma cultura diferenciada da nossa e merece nossa admiração e respeito.
REFERÊNCIA:
Ana Maria Petersen, Maria Aparecida Bergamaschi e Simone Valdete dos Santos. “Semana indígena: Ações e reflexões interculturais na formação de professores”.
REFERÊNCIA:
Ana Maria Petersen, Maria Aparecida Bergamaschi e Simone Valdete dos Santos. “Semana indígena: Ações e reflexões interculturais na formação de professores”.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Contando histórias

Segundo Fanny Abramovich, “Se a criança não lê é porque não lhe estão apontando os caminhos para o desfrute de bons e belos textos...”
A leitura para as crianças é muito importante para se formar cidadão leitores, onde a imaginação, a diversão e o sonhar acontecem por encanto. É onde ela pode rir das situações vividas pelos personagens, encontrar idéias para resolver seus próprios conflitos, tem a possibilidade de se identificar com os personagens e esclarecer as dúvidas, as dificuldades e talvez até resolvê-las. Ouvindo histórias a criança meche com vários sentimentos de ódio, amor, tristeza, alegrias, insegurança, etc.
Portanto esse momento deve ser mágico! É necessário criar um clima de encantamento, mostrando o livro, fazendo uma propaganda sobre o mesmo, para que as crianças fiquem curiosas pela história. É preciso deixar que os alunos toquem, vejam as figuras, saibam quem escreveu quem fez os desenhos, conheça um pouco da vida e outras obras do escritor.
Cabe a professora fazer as vozes dos animais, criar pausas, fazer suspense, sussurrar quando for necessário, falar mais alto para enfatizar alto, enfim transportar o ouvinte para dentro da história, imaginando a beleza da princesa, o tamanho do dragão, pensando na cara do ladrão. Não se pode fazer essa contação de qualquer jeito, o livro deve ser bem escolhido, lido antes para que se possa contar a história com prazer e ter significado para o ouvinte.
Estou vivenciando isso com meus alunos, pois faço leituras deleites todos os dias e eles adoram! Alguns peguntam na chegada: "Prof. que livro tu vai ler hoje?" ou "Prof lê tal livro de novo"isso me prova que estou nocaminho certo.
Fanny Abramovich-In: Literatura infantil - gostosuras e bobices, Ed. Scipione.
A leitura para as crianças é muito importante para se formar cidadão leitores, onde a imaginação, a diversão e o sonhar acontecem por encanto. É onde ela pode rir das situações vividas pelos personagens, encontrar idéias para resolver seus próprios conflitos, tem a possibilidade de se identificar com os personagens e esclarecer as dúvidas, as dificuldades e talvez até resolvê-las. Ouvindo histórias a criança meche com vários sentimentos de ódio, amor, tristeza, alegrias, insegurança, etc.
Portanto esse momento deve ser mágico! É necessário criar um clima de encantamento, mostrando o livro, fazendo uma propaganda sobre o mesmo, para que as crianças fiquem curiosas pela história. É preciso deixar que os alunos toquem, vejam as figuras, saibam quem escreveu quem fez os desenhos, conheça um pouco da vida e outras obras do escritor.
Cabe a professora fazer as vozes dos animais, criar pausas, fazer suspense, sussurrar quando for necessário, falar mais alto para enfatizar alto, enfim transportar o ouvinte para dentro da história, imaginando a beleza da princesa, o tamanho do dragão, pensando na cara do ladrão. Não se pode fazer essa contação de qualquer jeito, o livro deve ser bem escolhido, lido antes para que se possa contar a história com prazer e ter significado para o ouvinte.
Estou vivenciando isso com meus alunos, pois faço leituras deleites todos os dias e eles adoram! Alguns peguntam na chegada: "Prof. que livro tu vai ler hoje?" ou "Prof lê tal livro de novo"isso me prova que estou nocaminho certo.
Fanny Abramovich-In: Literatura infantil - gostosuras e bobices, Ed. Scipione.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Reflexões sobre as leituras
Nessa semana voltei as leituras e as contribuições de Vygotsky que diz da importância da atividade lúdica para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil. De como essa atividade preenche necessidades fundamentais para a criança, tais como permitir que resolva o impasse entre o seu desejo e a impossibilidade de satisfação imediata, transforma o real em imaginário nas brincadeiras de faz de conta onde imita papéis e regras sociais.
Compreendo a necessidade do brinquedo para os meus alunos e busco dentro do meu planejamento criar situações que possibilitem estimular seu desenvolvimento e a própria interação social.
Para Vygotsky a aprendizagem da escrita inicia antes mesmo da entrada da criança na escola. Portanto o processo de desenvolvimento da escrita está intimamente ligado aos estímulos recebidos pela criança desde cedo.
Percebo que muitos dos meus alunos não receberam esses estímulos, por isso cabe a mim como educadora desempenhar um papel de inserção deles no mundo letrado, desenvolvendo capacidades de leitura e produçaõ de textos. Realizar leitura diárias de variados gêneros para que se tornem leitores futuramente, é uma das minhas metas.
REFERÊNCIA:
VYGOTSKY,Lev: o teórico social da inteligência.Revista Nova Escola,dezembro de 1996.
Compreendo a necessidade do brinquedo para os meus alunos e busco dentro do meu planejamento criar situações que possibilitem estimular seu desenvolvimento e a própria interação social.
Para Vygotsky a aprendizagem da escrita inicia antes mesmo da entrada da criança na escola. Portanto o processo de desenvolvimento da escrita está intimamente ligado aos estímulos recebidos pela criança desde cedo.
Percebo que muitos dos meus alunos não receberam esses estímulos, por isso cabe a mim como educadora desempenhar um papel de inserção deles no mundo letrado, desenvolvendo capacidades de leitura e produçaõ de textos. Realizar leitura diárias de variados gêneros para que se tornem leitores futuramente, é uma das minhas metas.
REFERÊNCIA:
VYGOTSKY,Lev: o teórico social da inteligência.Revista Nova Escola,dezembro de 1996.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Linha do tempo
Solicitei aos alunos um tema de casa, onde os pais teriam que ajudá-los, montando uma linha do tempo com datas que marcaram suas vidas. Quase todos trouxeram seus trabalhos com muito capricho e dedicação. Fizemos então a apresentação, aonde os alunos iam falando sobre a foto e eu auxiliando, fazendo perguntas sobre quem eram as pessoas que aparecia, sobre os lugares, etc.
Foi um momento importante onde puderam mostrar um pouco de suas vidas e experiências que vivenciaram. Também puderam fazer uma relação de fotos parecidas, com exemplos: ida ao Zoológico, a praia, no maternal, no balizado e outros.Nessa atividade pude conhecer mais os meus alunos, conhecendo os parentes, a casa, seus hábitos, seus gostos, enfim aproximando mais o educador do educando.Os pais ou responsáveis participaram estabelecendo um elo de convivência com os filhos, escolhendo e elaborando a linha do tempo. Certamente conversaram sobre aquele momento da foto, recordando e mostrando para as crianças a importância da mesma.São nesses momentos que podem perceber como são especiais para as suas famílias, como foram bem acolhidos e amados. A construção da noção de tempo pela criança é fundamental para que possa situar fatos de sua vida cotidiana, perceber o seu tempo e as épocas diferentes da sua,compreendendo o tempo como fruto da construção social e como uma dimensão contínua ( físico e histórico).
Foi um momento importante onde puderam mostrar um pouco de suas vidas e experiências que vivenciaram. Também puderam fazer uma relação de fotos parecidas, com exemplos: ida ao Zoológico, a praia, no maternal, no balizado e outros.Nessa atividade pude conhecer mais os meus alunos, conhecendo os parentes, a casa, seus hábitos, seus gostos, enfim aproximando mais o educador do educando.Os pais ou responsáveis participaram estabelecendo um elo de convivência com os filhos, escolhendo e elaborando a linha do tempo. Certamente conversaram sobre aquele momento da foto, recordando e mostrando para as crianças a importância da mesma.São nesses momentos que podem perceber como são especiais para as suas famílias, como foram bem acolhidos e amados. A construção da noção de tempo pela criança é fundamental para que possa situar fatos de sua vida cotidiana, perceber o seu tempo e as épocas diferentes da sua,compreendendo o tempo como fruto da construção social e como uma dimensão contínua ( físico e histórico).
domingo, 4 de abril de 2010
Diagnosticando para planejar

Estou com a minha turma de estágio desde que iniciou o ano, portanto já comecei a avaliação diagnóstica a fim de estabelecer relações entre a proposta de ensino, o perfil da turma e as necessidades de aprendizagens específicas de cada aluno. A partir disso posso elaborar um planejamento pedagógico, articulando o projeto de trabalho com a realidade dos educandos, a final preciso saber o que eles já dominam e onde precisam avançar.
É fundamental levar em conta a bagagem intelectual do aluno, para não formar um ser mecanizado, esperando o sinal para agir. Somos diferentes e essa diferença precisa ser respeitada.
Segundo RODRIGUES (2001),"planejamento é processo constante através do qual apreparação, a realização e o acompanhamento se fundem, são indissociáveis".
Para fundamentar o planejamento de ensino preciso refletir sobre o que é significativo que meus alunos aprendam...Qual será o assunto que vou trabalhar nesse momento? O que eles já sabem sobre esse assunto? O que os alunos precisam e podem saber além do que já trazem consigo? Que recursos posso usar para tornar a aula instigante? Que dinâmica utilizar: história, filme, música, conversa? Que instrumentos avaliativos serão apropriados para verificar se o entendimento do assunto foi alcançado?
Paralelo a sondagem de aprendizagens, comecei um projeto sobre identidades, intitulado: Quem sou eu ! Já trabalhei a percepção do corpo no espelho, diferenças e semelhanças entre os colegas, significado do nome e sobrenome, desenho de si e da família. Vamos trabalhar também com a certidão de nascimento e a linha do tempo com fotos. Objetivo que compreendam sobre sua história de vida e se reconheçam como seres únicos e especiais.
Segundo RODRIGUES (2001),"planejamento é processo constante através do qual apreparação, a realização e o acompanhamento se fundem, são indissociáveis".
Para fundamentar o planejamento de ensino preciso refletir sobre o que é significativo que meus alunos aprendam...Qual será o assunto que vou trabalhar nesse momento? O que eles já sabem sobre esse assunto? O que os alunos precisam e podem saber além do que já trazem consigo? Que recursos posso usar para tornar a aula instigante? Que dinâmica utilizar: história, filme, música, conversa? Que instrumentos avaliativos serão apropriados para verificar se o entendimento do assunto foi alcançado?
Paralelo a sondagem de aprendizagens, comecei um projeto sobre identidades, intitulado: Quem sou eu ! Já trabalhei a percepção do corpo no espelho, diferenças e semelhanças entre os colegas, significado do nome e sobrenome, desenho de si e da família. Vamos trabalhar também com a certidão de nascimento e a linha do tempo com fotos. Objetivo que compreendam sobre sua história de vida e se reconheçam como seres únicos e especiais.
REFERÊNCIA
RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Planejamento: em busca de caminhos. In: XAVIER, Maria Luisa; DALLA ZEN, Maria Isabel (Orgs.). Planejamento em Destaque: análises menos convencionais. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2001. P. 59-65 e 72-73.
RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Planejamento: em busca de caminhos. In: XAVIER, Maria Luisa; DALLA ZEN, Maria Isabel (Orgs.). Planejamento em Destaque: análises menos convencionais. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2001. P. 59-65 e 72-73.
terça-feira, 23 de março de 2010
Iniciando o estágio rumo a formatura
"A cultura não se herda, conquista-se." (André Malraux)
O meu estágio será realizado na escola em que atuo e com a minha turma de 1° ano, que possue 23 alunos, sendo 8 meninas e 15 meninos. É um grupo bem participativo que gosta de realizar todas as atividades propostas.
O período incial de adaptação deles na Escola foi tranquilo e não houve nenhum tipo de contratempo. Na primeira semana fiz entrevistas com os pais para conhecer melhor as crianças e conversamos sobre o funcionamento da mesma, bem como a maneira de trabalho que costumo utilizar.
Realizei as combinações com a turma das regras de convivência, para que percebam o que podem e o que não podem fazer, para que possamos nos relacionar bem no ambiente escolar. Estamos a cada dia nos conhecendo melhor e fortalecendo nossos laços de amizade e cumplicidade.
Estou fazendo uma investigação detalhada sobre os alunos, buscando colher dados importantes que mais tarde colocarei aqui.
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