terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Reflexões Finais

Atividade realizada em 22/11/08 também pela interdiciplina de Organização do Ensino, após assistir aos vídeos sobre gestão democrática recomendados e participar do fórum referente ao assunto.

Texto:
A gestão democrática tão falada é um processo que está em andamento, dentro de uma reforma educacional que busca uma escola melhor para todos os envolvidos. Para isso se faz necessário uma participação coletiva dos atores envolvidos (alunos, professores, funcionários, pais, comunidade) onde todos sejam ouvidos, respeitados em suas opiniões de mudanças ou continuidade.
Não é uma tarefa fácil, pois envolve muitas idéias, é um exercício constante e fundamental para que todos tenham voz, se envolvam e se comprometam com as mudanças. A comunidade tem que ser informada, ter conhecimentos de todos os aspectos da gestão democrática, conciliando assim as instituições: família, escola e sociedade. A presença da família efetivamente dentro do ambiente escolar é pequena ainda, mas é preciso resgatar essa participação, dando retorno dos objetivos alcançados, mostrando que as idéias e decisões em conjunto são importantes, confirmando que vale a pena eles interagirem no processo. As comunidades que tem maior participação em movimentos sociais no bairro, são também mais atuantes e se envolvem com os problemas escolares, é uma questão de mudanças de atitudes.
O professor precisa aceitar a opinião dos outros segmentos presentes no processo educacional, escutando mais as sugestões colocadas, para buscar resolver os problemas existentes.
É um grande desafio, construir uma cultura participativa e democrática na escola, com avaliações constantes, fortalecendo as conquistas, mostrando com transparência cada passo dado. Esse é o caminho para a prática da cidadania, é a busca da verdadeira democracia almejada, oportunizar dentro da escola e levar para

vida. A participação é um elemento de democratização e também de controle social sobre as políticas públicas.
A escola atual ainda não tem total autonomia, muitas decisões são apresentadas de cima para baixo, incompatível com uma gestão democrática. Cada escola difere da outra, por isso precisa ter liberdade de discutir, criar e modificar dentro do seu espaço escolar, objetivando soluções concretas para suas necessidades. Portanto uma escola só será democrática se o governo também for caso contrário ficará apenas no papel.
A gestão democrática possui instrumentos para esse processo democrático como a descentralização financeira, que ocorre com o repasse de verbas para aplicação em recursos necessários na escola; a transparência nas decisões e ações tomadas; a escolha de diretor; o funcionamento do conselho escolar e do grêmio estudantil; a elaboração do PPP e do regimento escolar.
Na verdade temos que continuar refletindo: “Que escola queremos ter?” Muitas questões ainda devem ser pensadas e modificadas, pois na própria LDB não fica claro que o dirigente escolar deva ser instituído por eleição, o que seria interessante que ocorresse, porém o eleito deve ter a consciência de que está no exercício de um poder transitório, que não pode centralizar decisões, tendo uma prática autoritária.
A escola esta atrás de um caminho de democratização vivido pela própria sociedade, marcado por um passado com tradições conservadoras e interesses particulares. As contradições são imensas, contudo precisamos estar atentos, lendo, pesquisando, fiscalizando, buscando sempre uma educação igualitária, justa e moderna.

REFERÊNCIAS:
_______________VIDEO GESTÃO DEMOCRÁTICA. Disponível no site
http://videogestoademocratica.pbwiki.com/
_______________GESTÃO DEMOCRÁTICA. Disponível no site
Wikipédia. Acesso em 20/11/08

Organização escolar

Em 3/09/08 fiz um trabalho para interdisciplina Organização do Ensino, baseado no texto proposto: Gestão democrática na e da educação- concepções e vivências, de Isabel Leticia Pedroso de Medeiros e Maria Izabel de Luce.


A organização escolar em uma perspectiva democrática deve compartilhar as decisões sobre a escola, abrangendo os aspectos: administrativos, financeiros e pedagógicos, com toda a comunidade escolar (alunos, professores, pais e funcionários), configurando um planejamento participativo.
A gestão democrática na escola é garantida por normas e leis, que lhe dão suporte para gerenciá-la, contudo se vê muitas escolas com gestão patrimonialista, tomando decisões ao seu prazer.
Para seu melhor funcionamento tem que apresentar ainda um Conselho Escolar, um cargo diretor, uma descentralização de recursos e uma avaliação institucional participativa. Possuir também uma dimensão financeira, onde recebe e presta conta das verbas repassadas; uma dimensão administrativa que deve propor a realização do Plano Anual, a eleição de diretor, o Conselho Educacional, o Grêmio Escolar e a vida funcional da escola; uma dimensão pedagógica compondo o PPP e observando as dinâmicas escolares e uma dimensão relacional com as diversas instituições de ensino.
Na escola em que leciono estamos num processo de organização de gestão democrática, pois temos eleições para direção (diretora, vice-diretora e supervisão escolar), estamos construindo nosso PPP e foi formado o Grêmio Estudantil o ano passado.
As decisões de uso das verbas vindas do governo são pensadas quase sempre pela direção e pelo CPM, somente o dinheiro advindo de eventos ( Festa de São João, rifas...) realizados na escola, são decididos pelo grupo. Em todas as duas formas tem as prestações de contas realizadas regularmente, junto com o CPM e apresentadas à comunidade.

Há quinzenalmente reuniões administrativas e pedagógicas onde se discute as dinâmicas educacionais, nesses momentos ocorre trocas de idéias entre direção e professores, mostrando os interesses e expectativas do coletivo.
Os pais realizam pouco o direito que possuem de participar de reuniões, com intuito de construir uma educação de qualidade, acompanhando e avaliando os resultados educacionais obtidos. Na verdade, isso espelha uma herança cultural de submissão e dependência, que muitas vezes nos deixa acomodados, esperando que alguém faça algo, onde todos poderiam fazer.
É preciso que na sala de aula os alunos aprendam a exercer a cidadania, para que no futuro possam ser pessoas críticas e atuantes nas problemáticas sociais.
Penso que o caminho da gestão democrática é complexo e com muitos desafios, mas é possível obter uma educação participativa, coletiva e inclusiva, buscando uma democracia plena.
É necessário a consciência e o comprometimento de toda a sociedade para que as mudanças ocorram e a escola pública funcione com qualidade.

Pondo em prática aprendizagens

No dia 19/11/08 foram realizadas no Gusmão, as apresentações dos Projetos temáticos, feitos na interdisciplina de Psicologia. Muitos assuntos foram abordados como TPM, Depressão, Transtorno bipolar, Amor , A cultura de ter filhos, Os prazeres da vida adulta e o Medo de envelhecer. Enquanto as colegas desse último grupo falavam através de uma dramatização(muito bacana) sobre o que haviam pesquisado, tive a idéia de convidar o avô da minha aluna Nicole, para vir conversar com as crianças sobre suas experiências de vida.

Foi muito legal! Pedi que Seu Armando falasse sobre como era suas brincadeiras e brinquedos de infância, como era a vida escolar(obediência com a professora, castigos, etc), como era em casa ( obrigações, castigos,etc) e como é sua vida atual(que atividades faz,qual seu lazer, se senti algum tipo de preconceito por ser idoso).

Tivemos bons momentos de sabedoria compartilhados com Seu Armando, que é uma pessoa simples, mais extremamente educado e simpático. Pude perceber como ficou emocionado não só por estar ali conosco contando de sua vida, mas por relembrar detalhes do seu passado, ficando com os olhos marejados. Os alunos puderam fazer perguntas à ele, que gentilmente respondeu.

Seu Armando tem 65 anos, aposentado,porém bem ativo, ajuda a esposa nas lidas domésticas, leva e busca os netos na escola(quase sempre de bibicleta), faz pagamentos no banco e estuda a Bíblia na Igreja que frequenta. Acha que tudo valeu a pena na sua vida, não se arrepende de nada.

Essa atividade foi muito importante para todos, como podemos aprender ouvindo os outros! Como é importante dar oportunidade para que o idoso possa participar, sentindo-se prestigiado.Como é bom poder unir as gerações, harmoniosamente.





Seu Armando ao lado da neta Nicole

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Gestão democrática

Após assistir vários videos, oportunizados pela interdisciplina Organização do Ensino e de acordo com todo os assuntos vistos durante o semestre, participei de um fórum comentando sobre a gestão democrática.

A gestão democrática tão falada, é um processo que está em andamento, dentro de uma reforma educacional que busca uma escola melhor para todos os envolvidos.
Para isso se faz necessário uma participação coletiva dos atores envolvidos, onde todos sejam ouvidos, respeitados em suas opiniões de mudanças ou continuidade.
Não é uma tarefa fácil, pois envolve muitas idéias, é um exercício necessário e importante para que todos tenham voz, se envolvam e se comprometam com as mudanças. A comunidade tem que ser informada, ter conhecimentos de todos os aspectos da gestão democrática, conciliando assim as instituições: família, escola e sociedade.
O prof° precisa aceitar a opinião dos outros segmentos presentes no processo educacional, escutando mais as sugestões colocadas, para buscar resolver os problemas coletivamente.
É um grande desafio, construir uma cultura participativa e democrática na escola, com avaliações constantes, fortalecendo as conquistas, mostrando com transparência cada passo dado.
Dessa forma estaremos caminhando para uma educação de qualidade, com uma nova escola!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Reflexões sobre minha profissão

Refletir sobre a profissão...após leitura de textos que abordam este assunto nos foi solicitado pela disciplina de Gestão de Educação,participar de um fórum comentando vários aspectos da profissão: professora.



Sou concursada e trabalho no município de São Leopoldo desde 1986. A estrutura do nosso plano de carreira contempla horas atividade e horas aula. Para as horas atividade, temos um segundo professor que chamamos de P2, que trabalha com a turma. Prevê ainda duas formas de progressão: a horizontal, que é feita através de letras, onde a valorização é pequena (a cada 1065 dias, mais ou menos 30 reais) e a vertical, sendo que nesta, a remuneração para a graduação é de 20% sobre o básico (que é mais ou menos 800 reais) e para a pós 30% do mesmo básico. Considero bom diante da realidade de outros municípios e muito bom se comparado com o do estadual.
Minha escola é situada na área urbana, com um bom espaço físico, porém onde nem todos os prédios são em alvenaria e as salas deveriam ser mais amplas, pois o número de alunos tem crescido a cada ano. Temos uma biblioteca ampla, com muitos livros e recursos, porém sempre usada para vários fins conjuntamente, hora do conto, pesquisa, reforço escolar, etc.O laboratório de informática,chamado de EVAM, será inaugurado somente para o próximo ano, sendo que desde o ano passado está sendo instalado.
Temos apóio pedagógico e uma direção democrática. Funciona na escola o círculo de pais e mestres, o conselho de classe e o grêmio de alunos.A família ainda é muito ausente, muitas vezes aparece apenas para reclamar de algo, ao invés de participar ativamente do aprendizado do filho e do ambiente escolar.

Essa formação do PEAD está sendo muito importante para que eu possa estabelecer a ligação entre a prática e a teoria, além de levar novidades e outros olhares para o meu fazer pedagógico. Em todos os momentos somos levadas a refletir sobre a escola que temos e a que desejamos ter, isso é fundamental para quem busca mudanças.
A rede em que trabalho oferece cursos de atualização e sempre participo. Muitas vezes no próprio horário de trabalho.
Sou sindicalizada, porém não participo mais efetivamente como antes, mas considero necessário ser representada por um sindicato que luta por nossos direitos.
O piso salarial nacional de R$ 950,00 para 40 horas é uma vergonha, ele não vai me atingir, pois recebo em torno disso, por 20horas.
Amo lecionar e por isso continuo com a esperança de dias melhores

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

CAE


Foi solicitado pela disciplina de Gestão, leituras sobre os aspectos gerais do financiamento público da educação básica brasileira, como: as fontes, o acompanhamento e a fiscalização dos recursos. Escolhi pesquisar sobre o CAE.
Com a promulgação da Constituição Federal, em 1988, ficou assegurado o direito à alimentação escolar a todos os alunos do ensino fundamental por meio de programa suplementar de alimentação escolar a ser oferecido pelos governos federal, estaduais e municipais. Através da Medida Provisória n° 2.178, de 28/6/2001, houve grandes avanços ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, dentre eles, destacam-se a obrigatoriedade de que 70% dos recursos transferidos pelo governo federal sejam aplicados exclusivamente em produtos básicos e o respeito aos hábitos alimentares regionais e à vocação agrícola do município, fomentando o desenvolvimento da economia local.
Outra grande conquista foi a instituição, em cada município brasileiro, do Conselho de Alimentação Escolar (CAE) como órgão deliberativo, fiscalizador e de assessoramento para a execução desse programa.
No município de São Leopoldo onde trabalho, o CAE é composto por sete representantes: um do Poder Executivo, indicado pelo prefeito; um representante do legislativo, indicado pela Mesa da Câmara de Vereadores; dois representantes de pais de alunos, indicados pelos CPMs e um representante de Entidade Filantrópica, sendo que cada um tem um suplente da mesma categoria representada. São nomeados pelo prefeito e seus mandatos são de dois anos, podendo ser reconduzidos uma única vez. Os conselheiros são considerados servidores públicos e não são remunerados por essa função. As despesas de manutenção do conselho correrão por conta da Secretaria Municipal de Educação.
As atribuições do conselho são de acompanhar a aplicação dos recursos federais transferidos à conta do Programa Nacional de Alimentação
Escolar -PNAE; zelar pela qualidade dos produtos, em todos os níveis, desde a aquisição, até a distribuição, observando sempre as boas práticas higiênicas e sanitárias; receber, analisar e remeter ao FNDE, com parecer conclusivo, as prestações de contas do PNAE, encaminhadas pelo município;comunicar a omissão ou irregularidade grave na prestação de contas, sob pena de responsabilidade solidária de seus membros, por ofício, ao FNDE;outras atribuições contidas na MP 1979-19, quando operada a conversão prevista no art.62 da Constituição Federal, nos termos da lei.
O CAE/SL não possui um informativo próprio, logo os trabalhos são expostos na página oficial da Prefeitura de São Leopoldo e também publicados no saguão da SMED.
O valor gasto por aluno no ano de 2007, a partir da prestação de contas entregue em fevereiro de 2008, foi de R$ 0,29 para o Programa Nacional de Alimentação Escolar para o Ensino Fundamental (PNAE) e de R$ 0,14 para o Programa Nacional de Alimentação para Creches (PNAC). No ano de 2008, até o momento, está sendo aplicado R$ 0,22 tanto no PNAE quanto pelo PNAC.
No ano de 2007, a partir da prestação de contas supracitada, foram atendidos pelo PNAC mensalmente 21.854 alunos e pelo PNAE 498 alunos da Educação Infantil.
A alimentação servida aos nossos alunos da rede municipal é ótima, pois temos um setor específico dentro da SMED que faz todo o acompanhamento junto às escolas municipais, fazendo um trabalho diário de valor nutricional, cursos de formação aos trabalhadores em educação não docentes deste setor escolar.
É realizado na escola uma visita periódica pelos integrantes do setor já citado, que observa a higiene da cozinha e refeitório, uniforme das cozinheiras, bem como verifica as condições de armazenamento dos alimentos e analisa o relatório feito pelo responsável da merenda escolar.
A alimentação servida é composta por vegetais, carnes, legumes e demais nutrientes necessários ao bom desenvolvimento de cada criança e/ou adolescente.
Todos os alimentos passam por um processo de degustação feito pelo CAE + Comissão Julgadora (que é composta pela SMED+ trabalhadores em educação não docentes + equipes diretivas), onde analisamos todas as características de cada produto que será consumido: embalagem, dados desta e valores nutricionais, bem como o cheiro, cor, sabor, entre outros. Após este processo, todos os produtos aprovados passam por licitação para serem adquiridos.
De acordo com o que pesquisei as necessidades nutricionais dos alunos das escolas municipais estão sendo atendidas, contribuindo para o seu crescimento e rendimento escolar, falta apenas o CAE ser mais divulgado a toda comunidade e que essa cumpra o seu papel de fiscalizar se os recursos estão mesmo sendo aplicados de forma correta.


REFERÊNCIAS:

PÁGINADOMEConline.Disponívelem:<http://www.fnde.gov.br/home/index.jsp?arquivo=alimentacao_escolar.html#historico>Acesso em 26/10/08

Conselho de Alimentação Escolar de São Leopoldo-

Auto Avaliação do PA-Estresse

Nos foi solicitado um fechamento do projeto para este ano, escrever uma avaliação coletiva e uma auto avaliação do que foi realizado .
É complicado fazer uma auto avaliação num trabalho construído em grupo, sei o que contribuí e me empenhei para que os objetivos fossem alcançados, mas será que foi percebido assim também pelos demais colegas, tutora e professora?
Atribuí a mim, o conceito A, pois fui dedicada procurando sites interessantes para compartilhar conhecimentos com o grupo, tentando desvendar nossas dúvidas iniciais e buscando resolver os contratempos que aconteceram durante o processo de pesquisa. Participei em todos os momentos das discussões, encaminhamentos e organização da tarefa.
Confesso que não me sinto a vontade fazendo trabalhos em grupo, principalmente à distância, onde os encontros virtuais são difíceis, pois cada um de nós tem um tempo diferente do outro para fazer as atividades de acordo com seus horários disponíveis, porém acredito na importância do mesmo para o nosso crescimento pessoal e profissional.