terça-feira, 28 de abril de 2009

mosaico etnico




Foi solicitado que fosse feito um mosaico com os alunos da disciplina étnicos-raciais na educação.


Iniciei a atividade pedindo que os meus alunos (1° ano) se olhassem no espelho e fosse dizendo como eram as suas características físicas, ou seja, cor dos olhos, cor dos cabelos, cor da pele, etc. Depois conversamos na rodinha sobre as nossas diferenças físicas e de quem herdamos esses traços ( nossos antepassados: alemães, italianos, etc.). Através de perguntas fui questionando que somos parecidos com nossos pais, mas outras vezes podemos ter semelhanças com o avô, com um tio, com primos. Falei da nossa herança indígena e também negra. Alguns alunos logo comentaram: “O meu avô é negro, mas a minha pele é mais clara ” ou “ A minha avó contou que seu pai era índio”. Pude com isso esclarecer que todos os brasileiros têm mistura de raças, por isso apresentamos tanta diversidade de cores, de rostos. Nessa nossa conversa citaram ainda como diferenças as crianças que usam óculos e os com necessidades especiais.
Num outro dia, contei a história: A menina bonita do laço de fita da autora Ana Maria Machado e retomei o assunto das diferenças. Nessa ocasião conversamos sobre o respeito que temos que ter pelos outros que são diferentes de nós e também de nos gostarmos como Deus nos fez. Além disso, puxei o assunto da cor da pele, pois muitas vezes alguns alunos insistem em pintar a pessoa com o lápis “cor de pele”. Pedi que todos colocassem a mão no centro da rodinha e observassem as cores de pele que temos. A maioria concordou que existem vários tipos de cores e que podiam usar o lápis marrom, preto, rosa e laranja (bem fraquinho) na hora de pintar as pessoas. Apenas dois alunos tiveram dificuldade de reconhecer a sua cor: parda, para eles era branco.
Para a construção propriamente do mosaico, solicitei que recortassem de revistas pessoas de vários tipos ( brancos, índios, negros, loiros, morenos, etc.) para montar um cartaz. Cada figura que me traziam eu perguntava o que tinha de diferente da outra, para verificar se realmente estavam compreendendo a tarefa.


Depois propus que fizéssemos um retrato da turma e montamos essa figura. Uma parte do rosto feminina e outra parte masculina. Pedaços de cabelos (lisos pretos, lisos loiros, lisos castanhos, crespos loiros, crespos castanhos, crespos pretos) que fossem parecidos com os seus. Foi muito divertido realizar essa atividade, todos se empenharam em encontrar o que foi pedido e conseguiram perceber as diferentes etnias que há no nosso país.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Trabalhando a argumentação

A disciplina de Filosofia da Educação está nos mostrando a importância de uma boa argumentação. Na primeira atividade foi nos enviado um texto mostrando o que vem a ser um argumento ( justificação de uma ideia), bem como a estrutura do argumento(premissa e conclusão) e também alguns exemplos práticos de como identificá-los.
Após foi pedido que formalizasse cinco argumentos, indicando premissas e conclusão.
Na segunda atividade envolvendo o mesmo assunto foi necessário ler o texto: O dilema do antropólogo francês e no fórum no ROODA um grupo de colegas tinham que defender a decisão dele e outro grupo contestar. Fiquei encarregada de refutar a decisão e depois de muito debate entre os participantes e de mais textos lidos (O juízo moral e O Pensamento crítico e moralidade) chegou o momento de dar a opinião pessoal justificada através de argumento sobre a decisão do antropólogo.

Se o antropólogo decidiu jamais interferir no modo de vida dos habitantes do arquipélago, creio que ele não poderia nem afirmar e nem negar, mas sim deixar que eles próprios descobrissem e respondessem à pergunta. Pois afirmando que todos os homens brancos são mensageiros de deuses, está deixando-os em situação de risco frente a outros homens que podem vir a explorá-los e não apenas fazer uma pesquisa. Está confirmando um fato que ele sabia não ser verdadeiro. Acrescento que sua mentira poderia ser descoberta a qualquer momento então ele ficaria desacreditado pelos nativos.
Ele deveria ter seguido sua idéia inicial de não interferir na vida deles, não precisava mentir para pesquisá-los, poderia ter usado de outro meio para obter a confiança deles, por exemplo com diálogo a partir da convivência diária.
O princípio moral “não devo interferir no modo de vida dos povos que estudo” usado pelo antropólogo, na minha concepção crítica, não foi válido, pois a ação de mentir pode acabar interferindo na cultura dos nativos. Na verdade só a presença dele entre os nativos já causaria interferência no dia a dia da comunidade. Penso que ele como um estudioso dos povos sabia das conseqüências que isso poderia gerar e tomou uma decisão errada, digo isso dentro da minha concepção do que é certo e do que é errado, do que eu acredito ser correto, dentro dos meus conceitos morais, ou seja de acordo com a cultura em que estou inserida.


REFERÊNCIAS:


PORTO, Leonardo. O Dilema do Antropólogo Francês.Porto Alegre:PEAD?UFRGS,2f (Texto digitado)

PORTO, Leonardo. O Juízo Moral. Porto Alegre: PEAD/UFRGS, 1f (Texto digitado)

PORTO, Leonardo. Pensamento Crítico e Moralidade. Porto Alegre: PEAD/UFRGS, 2f (Texto digitado)

Identificando Epistemologias





Na disciplina de Psicologia II foi solicitado que fosse feita a leitura do texto: Modelos Pedagógicos
e Modelos Epistemológicos do Prof° Fernando Becker e posteriormente fosse feita uma análise das respostas dadas em uma outra atividade da Psicologia I.
As respostas para as perguntas foram realizadas sem apóio de material teórico.
Foram elas:

1) O que é para você, o conhecimento?

É tudo aquilo que se aprende, que se conhece, que se adquire.

2)Para você, como ocorre a aprendizagem?

A aprendizagem é o ato de tomar conhecimento de alguma coisa, ocorre através um processo de construção e reconstrução, que é contínuo. Aprendemos quando somos estimulados, quando o conhecimento é algo importante para nós.

3)Considerando suas respostas anteriores, como deveria ser, na sua opinião, ensino na escola?

Deve valorizar a experiência do aluno, propiciar oportunidades para que ele desenvolva suas habilidades e construa seu conhecimento. Onde o professor é um mediador do conhecimento e orientador do trabalho. Deve ter um ambiente acolhedor, onde o aluno tenha vontade de voltar, que seja respeitado e valorizado.


Após a leitura do texto de Fernando Becker, vejo que posso complementar minhas respostas, dizendo que o conhecimento pode ser adquirido o tempo todo , em qualquer lugar, durante a nossa vida. Sempre estamos aprendendo e reaprendendo. Como diz o modelo da pedagogia relacional, o sujeito deve atuar ( assimilar) sobre o seu conhecimento, problematizando, para então construir um novo conhecimento (acomodação).
Desse modo o professor não vê o aluno como uma tábua rasa que nada sabe, mas sim como tendo uma história de conhecimento já percorrida e que pode aprender sempre. Estimula o sujeito com questões desafiadoras, onde possa refletir e chegar as suas próprias conclusões.
Nesse processo todos podem aprender e ensinar, o conhecimento é partilhado, porém o professor deve ser o orientador do trabalho, não querendo impor sendo autoritário, mas colocando regras para que não vire bagunça e a aprendizagem seja significativa.
Como diz no texto: “O resultado dessa sala de aula é a construção e a descoberta do novo, é a criação de uma atitude de busca e de coragem que essa busca exige” , trata-se de estabelecer uma nova escola, com alunos mais críticos, participativos, cooperativos e interessados em aprender.
O que vemos infelizmente em muitas salas de aulas é o contrário professores que querem transmitir o conhecimento, decidindo o que fazer, sem escutar os aluno. Acreditam que jamais aprenderão e que os alunos jamais ensinarão.


REFERÊNCIA

BECKER, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos. Porto Alegre: PEAD/UFRGS, 14f (Texto digitado)

domingo, 5 de abril de 2009

Aula inicial 2009/1

A dinâmica da aula foi um pouco estranha no princípio, pois a professora Marie Jane solicitou que alguns grupos dos PAS relatassem suas aprendizagens para os demais colegas, onde as dúvidas e as certezas realizadas nos projetos e avaliadas pelos professores e tutoras, no semestre passado, foram repensadas. Aos poucos fui pensando como algumas perguntas pensadas nos projetos não remetiam a dúvida inicial e conforme a elaboração podiam levantar outra dúvida, portanto não tinha sido uma pergunta muito clara.Também consegui captar com as explicações dos professores que temos que trazer elementos para as certezas iniciais, argumentando. Precisamos observar os sites pesquisados na Internet, pois alguns não são totalmente confiáveis. Na elaboração do mapa conceitual é preciso pensar nos conceito central e nos demais que se interligam através dos elementos de ligação, respeitando a ideia do conceito ou inventando outro.Percebi que foi um momento de reflexão crítica, esclarecendo alguns pontos essenciais de um PA, para que dessa forma possamos melhorar nossa construção nos futuros trabalhos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Reflexões Finais

Atividade realizada em 22/11/08 também pela interdiciplina de Organização do Ensino, após assistir aos vídeos sobre gestão democrática recomendados e participar do fórum referente ao assunto.

Texto:
A gestão democrática tão falada é um processo que está em andamento, dentro de uma reforma educacional que busca uma escola melhor para todos os envolvidos. Para isso se faz necessário uma participação coletiva dos atores envolvidos (alunos, professores, funcionários, pais, comunidade) onde todos sejam ouvidos, respeitados em suas opiniões de mudanças ou continuidade.
Não é uma tarefa fácil, pois envolve muitas idéias, é um exercício constante e fundamental para que todos tenham voz, se envolvam e se comprometam com as mudanças. A comunidade tem que ser informada, ter conhecimentos de todos os aspectos da gestão democrática, conciliando assim as instituições: família, escola e sociedade. A presença da família efetivamente dentro do ambiente escolar é pequena ainda, mas é preciso resgatar essa participação, dando retorno dos objetivos alcançados, mostrando que as idéias e decisões em conjunto são importantes, confirmando que vale a pena eles interagirem no processo. As comunidades que tem maior participação em movimentos sociais no bairro, são também mais atuantes e se envolvem com os problemas escolares, é uma questão de mudanças de atitudes.
O professor precisa aceitar a opinião dos outros segmentos presentes no processo educacional, escutando mais as sugestões colocadas, para buscar resolver os problemas existentes.
É um grande desafio, construir uma cultura participativa e democrática na escola, com avaliações constantes, fortalecendo as conquistas, mostrando com transparência cada passo dado. Esse é o caminho para a prática da cidadania, é a busca da verdadeira democracia almejada, oportunizar dentro da escola e levar para

vida. A participação é um elemento de democratização e também de controle social sobre as políticas públicas.
A escola atual ainda não tem total autonomia, muitas decisões são apresentadas de cima para baixo, incompatível com uma gestão democrática. Cada escola difere da outra, por isso precisa ter liberdade de discutir, criar e modificar dentro do seu espaço escolar, objetivando soluções concretas para suas necessidades. Portanto uma escola só será democrática se o governo também for caso contrário ficará apenas no papel.
A gestão democrática possui instrumentos para esse processo democrático como a descentralização financeira, que ocorre com o repasse de verbas para aplicação em recursos necessários na escola; a transparência nas decisões e ações tomadas; a escolha de diretor; o funcionamento do conselho escolar e do grêmio estudantil; a elaboração do PPP e do regimento escolar.
Na verdade temos que continuar refletindo: “Que escola queremos ter?” Muitas questões ainda devem ser pensadas e modificadas, pois na própria LDB não fica claro que o dirigente escolar deva ser instituído por eleição, o que seria interessante que ocorresse, porém o eleito deve ter a consciência de que está no exercício de um poder transitório, que não pode centralizar decisões, tendo uma prática autoritária.
A escola esta atrás de um caminho de democratização vivido pela própria sociedade, marcado por um passado com tradições conservadoras e interesses particulares. As contradições são imensas, contudo precisamos estar atentos, lendo, pesquisando, fiscalizando, buscando sempre uma educação igualitária, justa e moderna.

REFERÊNCIAS:
_______________VIDEO GESTÃO DEMOCRÁTICA. Disponível no site
http://videogestoademocratica.pbwiki.com/
_______________GESTÃO DEMOCRÁTICA. Disponível no site
Wikipédia. Acesso em 20/11/08

Organização escolar

Em 3/09/08 fiz um trabalho para interdisciplina Organização do Ensino, baseado no texto proposto: Gestão democrática na e da educação- concepções e vivências, de Isabel Leticia Pedroso de Medeiros e Maria Izabel de Luce.


A organização escolar em uma perspectiva democrática deve compartilhar as decisões sobre a escola, abrangendo os aspectos: administrativos, financeiros e pedagógicos, com toda a comunidade escolar (alunos, professores, pais e funcionários), configurando um planejamento participativo.
A gestão democrática na escola é garantida por normas e leis, que lhe dão suporte para gerenciá-la, contudo se vê muitas escolas com gestão patrimonialista, tomando decisões ao seu prazer.
Para seu melhor funcionamento tem que apresentar ainda um Conselho Escolar, um cargo diretor, uma descentralização de recursos e uma avaliação institucional participativa. Possuir também uma dimensão financeira, onde recebe e presta conta das verbas repassadas; uma dimensão administrativa que deve propor a realização do Plano Anual, a eleição de diretor, o Conselho Educacional, o Grêmio Escolar e a vida funcional da escola; uma dimensão pedagógica compondo o PPP e observando as dinâmicas escolares e uma dimensão relacional com as diversas instituições de ensino.
Na escola em que leciono estamos num processo de organização de gestão democrática, pois temos eleições para direção (diretora, vice-diretora e supervisão escolar), estamos construindo nosso PPP e foi formado o Grêmio Estudantil o ano passado.
As decisões de uso das verbas vindas do governo são pensadas quase sempre pela direção e pelo CPM, somente o dinheiro advindo de eventos ( Festa de São João, rifas...) realizados na escola, são decididos pelo grupo. Em todas as duas formas tem as prestações de contas realizadas regularmente, junto com o CPM e apresentadas à comunidade.

Há quinzenalmente reuniões administrativas e pedagógicas onde se discute as dinâmicas educacionais, nesses momentos ocorre trocas de idéias entre direção e professores, mostrando os interesses e expectativas do coletivo.
Os pais realizam pouco o direito que possuem de participar de reuniões, com intuito de construir uma educação de qualidade, acompanhando e avaliando os resultados educacionais obtidos. Na verdade, isso espelha uma herança cultural de submissão e dependência, que muitas vezes nos deixa acomodados, esperando que alguém faça algo, onde todos poderiam fazer.
É preciso que na sala de aula os alunos aprendam a exercer a cidadania, para que no futuro possam ser pessoas críticas e atuantes nas problemáticas sociais.
Penso que o caminho da gestão democrática é complexo e com muitos desafios, mas é possível obter uma educação participativa, coletiva e inclusiva, buscando uma democracia plena.
É necessário a consciência e o comprometimento de toda a sociedade para que as mudanças ocorram e a escola pública funcione com qualidade.

Pondo em prática aprendizagens

No dia 19/11/08 foram realizadas no Gusmão, as apresentações dos Projetos temáticos, feitos na interdisciplina de Psicologia. Muitos assuntos foram abordados como TPM, Depressão, Transtorno bipolar, Amor , A cultura de ter filhos, Os prazeres da vida adulta e o Medo de envelhecer. Enquanto as colegas desse último grupo falavam através de uma dramatização(muito bacana) sobre o que haviam pesquisado, tive a idéia de convidar o avô da minha aluna Nicole, para vir conversar com as crianças sobre suas experiências de vida.

Foi muito legal! Pedi que Seu Armando falasse sobre como era suas brincadeiras e brinquedos de infância, como era a vida escolar(obediência com a professora, castigos, etc), como era em casa ( obrigações, castigos,etc) e como é sua vida atual(que atividades faz,qual seu lazer, se senti algum tipo de preconceito por ser idoso).

Tivemos bons momentos de sabedoria compartilhados com Seu Armando, que é uma pessoa simples, mais extremamente educado e simpático. Pude perceber como ficou emocionado não só por estar ali conosco contando de sua vida, mas por relembrar detalhes do seu passado, ficando com os olhos marejados. Os alunos puderam fazer perguntas à ele, que gentilmente respondeu.

Seu Armando tem 65 anos, aposentado,porém bem ativo, ajuda a esposa nas lidas domésticas, leva e busca os netos na escola(quase sempre de bibicleta), faz pagamentos no banco e estuda a Bíblia na Igreja que frequenta. Acha que tudo valeu a pena na sua vida, não se arrepende de nada.

Essa atividade foi muito importante para todos, como podemos aprender ouvindo os outros! Como é importante dar oportunidade para que o idoso possa participar, sentindo-se prestigiado.Como é bom poder unir as gerações, harmoniosamente.





Seu Armando ao lado da neta Nicole