domingo, 11 de julho de 2010

Apresentação das aprendizagens





Embora tenha feito a cada semestre apresentação das aprendizagens para as colegas e professores, ainda fico nervosa e insegura. Não tenho a mesma facilidade que vejo em outras pessoas, de chegar na frente do grupo e falar como se estivesse em casa conversando com familiares.
Sei que esse momento tem como um dos objetivos nos preparar para a banca no final do curso, quando apresentaremos o TCC, contudo me sinto mais a vontade escrevendo do que apresentando os trabalhos. Contudo consegui relatar bem as atividades que realizei no estágio curricular, bem como destaquei as aprendizagens (na verdade constatações) feitas nesse período. Destaco nesse dia, a troca de saberes que compartilhamos com as colegas do PEAD, mesmo tendo um tempo determinado para falarmos, foi possível observar a caminhada de cada uma e algumas que conheço mais intimamente consegui ver o progresso que teve em relação a outros semestres.
Nesse momento aprendemos com a troca de ideias, do diálogo e também com a crítica. Podemos refletir com a produção da outra pessoa, analisando a nossa e talvez respondendo dúvidas, encontrando soluções e reconhecendo pensamentos iguais. É uma atividade rica e significativa para todos os presentes, certamente nos qualifica ainda mais como aluno e profissional da educação.



REFERÊNCIA

Disponível em http://mathetics.net/pages/modelos.htm acesso em 11/07/10


domingo, 4 de julho de 2010

Aprendizagens do semestre


Enquanto estagiária havia me programado em alcançar certos objetivos pessoais de aprendizagem, que era aprender a utilizar melhor o tempo em sala de aula, proporcionando aos alunos aulas dinâmicas com atividades que estivessem de acordo com o que já sabiam e com o que precisavam saber. Além disso, repassar o conhecimento que construí ao longo do curso, no intuito de ajudar meus alunos a construírem seus próprios conhecimentos.Consegui por isso em prática planejando melhor as aulas, integrando as áreas de conhecimento, através de atividades diversificadas com músicas, histórias, poesias, jogos, experiência, brincadeiras, aula-passeio e outros. Alcancei então os objetivos desejados, onde as crianças se mostraram sempre entusiasmadas e interessadas por todas as atividades propostas.Constatei que o ato de planejar é importante, a aula transcorre melhor quando temos a continuidade de atividades relacionadas, tudo encaixa e flui melhor. Compreendi ainda mais a necessidade do brinquedo para os meus alunos e busquei criar situações que possibilitasse estimular seu desenvolvimento e a própria interação social. Além disso, acredito cada vez mais que somente tendo relações afetivas e dialógicas entre professor e alunos, que se faz uma educação produtiva e qualitativa.Refletindo a cerca do estágio concluo que minhas aprendizagens estão sendo fundamentais para a minha práxi, pois o estágio terminou, porém o meu trabalho profissional continua e agora muito melhor.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Arquiteturas Pedagógicas




A escola em que leciono possui o EVAM( Espaço Virtual de Aprendizagem e Multimídia) onde quinzenalmente os alunos realizam atividades lúdicas que envolvem raciocínio lógico, coordenação motora,asssociação e outros. Porém nos momentos em que o ambiente não está sendo ocupado pelos alunos da área,pode-se fazer uso dele.
Durante o estágio utilizei o laboratório de informática sempre que possível, a fim de trabalhar com jogos e vídeos educacionais de forma apoiar a aprendizagem realizada em sala de aula, com a participação da professora responsável pelo espaço. Procuramos vários sites educacionais onde conseguimos material que enriqueceram as atividades sobre a temática alimentação e saúde. A turma( 1° ano) sempre foi receptiva e participou com entusiasmo das atividades propostas, auxiliando-se mutuamente e aprendendo com prazer.
Através desse tipo de arquitetura incidente, houve uma combinação de estratégias e variação de recursos, ou seja os alunos tiveram apóio da tecnologia virtual para facilitar a construção de seus conhecimentos. São ferramentas que provocam situações de desequilíbrio na estrutura cognitiva do educando, proporcionando avanços no seu aprendizado. Houve muito momento lúdico, desenvolvendo habilidades, estimulando a solução de problemas, capacidade de decisão, despertando a curiosidade e o desafio, atitudes importantes e necessárias de serem vivenciadas pelos alunos que estou ajudando a formar.


REFERÊNCIAS

http://senaedpedagogiaead.wordpress.com/2009/05/31/arquiteturas-pedagogicas-no-pead/
acesso em 28/06/10

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reflexões, aprendizagens e novos caminhos




Nessa semana foi o término da prática de estágio e pedi aos alunos que fizessem uma retrospectiva de suas aprendizagens sobre o tema trabalhado, alimentação e saúde. Primeiro eles falaram individualmente, depois fizeram desenhos explicitando o que aprenderam e sobre as atividades que mais gostaram de participar. Além disso, apresentaram as aprendizagens aos alunos do outro 1° ano, bem como as supervisoras da escola.
Esse momento foi muito interessante, pois possibilitou que refletissem sobre suas aprendizagens e também interagissem com outras pessoas, mostrando o conhecimento adquirido.
Isso me permitiu constatar o desenvolvimento e o aprendizado deles sobre a temática e a necessidade de realizar mais esse tipo de atividade, a fim de que se comuniquem mais e melhor com as pessoas, trocando idéias e repassando saberes.
Eu também parei para refletir sobre as semanas de estágio, analisei acertos e erros.
A maioria dos educadores, devido a falta de tempo, ou por algum outro motivo deixam de fazer algo que é fundamental para sua prática diária; que é o ato de refletir. Pensar é começar a mudar. Quem não reflete sobre o que faz acomoda-se, repete erros e não se mostra profissional.
Nesse sentido Freire (1996) afirma que: “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem é que se pode melhorar a próxima prática”.

REFERÊNCIAS FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 20ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dialogando

Trabalhando com alunos do 1° ano exercito muito o diálogo com eles, por perceber essa necessidade latente neles e por acreditar que é o caminho para uma prática educativa democrática. Iniciamos a semana numa rodinha onde contam sobre o fim de semana e onde eu adianto o que vamos trabalhar durante a mesma. Ouvimos uns aos outros com respeito e interesse.
Para Freire (1999) o diálogo é a essência da educação como prática da liberdade. Por acreditar dessa forma também é que as relações entre mim e meus alunos são afetivas e dialógicas. Não sei tudo e aprendo diariamente com eles e através desse diálogo tão necessário, consigo perceber o estágio de aprendizado que se encontram, o que sabem e o que precisam aprender.
Aprendemos uns com os outros, dizia Freire( 1999 ) então temos que escutar o outro, quais são suas idéias, o que seu aprendizado acrescenta em mim, essa é a verdadeira aprendizagem produtiva.
O educador precisa estar aberto para a troca de saberes com seus educandos, pois não somos os detentores de todo o conhecimento,dessa forma se diminui as distâncias e as diferenças. Tenho que conhecer o dia-a-dia dos alunos para entendê-los e para poder ajudá-los no seu processo de aprendizagem.
O próprio Comenius (1592-1670), considerado o pai da didática moderna, já tocava em questões como a importância da afetividade do professor, do respeito ao estágio do desenvolvimento da criança e do diálogo em sala de aula.

REFERÊNCIA
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 11.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Brincar é importante



Introduzi o tema semanal,origem dos alimentos, porque em uma atividade feita na semana anterior, alguns alunos ficaram em dúvida de onde vinha o leite, inclusive um disse: “Vem do BIG”. Portanto trabalhei novamente com embalagens de alimentos, focalizando sua origem explicando, por exemplo, de onde vem o sal e de que fruta se faz o chocolate.
Nos divertimos com o mercado montado na sala, onde compraram e venderam produtos, utilizando dinheirinho de brinquedo.Ora eram vendedores, ora compradores, vivenciando esses papéis sociais. A brincadeira em questão não apenas divertiu-os, mas fez com que interpretassem o mundo em que vivem.
Para Fortuna (2002) os adultos que compartilham desses momentos lúdicos ganham também. Comprovo essa afirmação, pois participando ou olhando eles brincarem entro no clima da fantasia e alegria que partilham.
Nesses momentos de brincadeira devemos estar atentos para conseguirmos acompanhar o processo de desenvolvimento dos alunos, tanto na parte cognitiva quanto afetiva.
Fortuna ( 2002) explica que a sala de aula é um indicador de possibilidades de exercício lúdico, onde as crianças constroem significados objetivando a assimilação dos papéis sociais, o entendimento das relações afetivas e a construção do conhecimento.

REFERÊNCIA
FORTUNA, Tânia Ramos. Papel do brincar: Aspectos relevantes a considerar no trabalho lúdico. Revista do professor. Porto Alegre, 9-14, jul./set.2002.

domingo, 30 de maio de 2010

Aprendendo com Freinet



Pesquisando sobre a pedagogia de Freinet, reli que sua teoria é centralizada na criança e baseada sobre alguns princípios:

- senso de responsabilidade
- senso cooperativo
- sociabilidade
- julgamento pessoal
- autonomia
- expressão
- criatividade
- comunicação
- reflexão individual e coletiva
- afetividade

A maior parte deles se faz presente em minha prática educativa com meus alunos e procuro aprimorá-los a cada dia.
Na semana passada fomos ao mercado próximo da escola, a fim de observar e identificar as frutas, os legumes e as verduras que trabalhamos durante todos esses dias. Aproveitei para mostrar como são vendidos, ou seja, por unidade ou por quilo.
Passeamos pelos corredores onde os alunos foram apontando outros alimentos trabalhados, como o feijão e os doces.
Foi bastante proveitoso o passeio-aula, onde percebi o aprendizado acontecendo. Realmente unir a teoria com a prática, trás resultados mais concretos, contribuindo para mostrar aos alunos que aquilo que trabalhamos em aula está vinculado a vida.
Para Freinet (1996) a criança aprende pela experimentação concreta no mundo real, na relação com o mundo, com as pessoas, enfim, com o meio social. Acreditava que um experimento, qualquer que seja, deixa uma marca indelével e é com essas marcas que a criança constrói seu conhecimento.
Essa atividade realizada fez com que eu constatasse que o recurso didático utilizado, contribuiu para despertar o interesse em aprender mais, pois a criança gosta de atividades práticas. Segundo Freinet (1975) a aula-passeio está fundamentada na ordem e na organização e a disciplina é importante para que o trabalho produza frutos e depende do envolvimento de todos os atores da escola. Os alunos se comportaram muito bem tanto no caminho, quanto no estabelecimento.Souberam ouvir e falar conforme as combinações feitas anteriormente.
Freinet ( 1975) afirma que nesse tipo de ferramenta utilizada as relações se tornam mais próximas e menos formais, sendo momentos de trocas e aprendizado.
É exatamente isso que consegui observar, crianças aprendendo de uma forma descontraída e feliz. Percebo agora que poderia também ter feito a aula-passeio como forma de introdução do assunto,para depois aprofundar os conteúdos, mas de qualquer maneira as duas formas estão de acordo com a teoria de Freinet.
Para essa semana montaremos um mercadinho com embalagens de alimentos vazias e com dinheirinho, para que brinquem de comprar e vender, conforme observaram na aula-passeio.

REFERÊNCIA
FREINET, Cèlestin. Pedagogia do bom senso. São Paulo: Martins Fontes,1996.
FREINET, Cèlestin. As técnicas Freinet da escola moderna. Tradução de Silva letra. 4ª ed. Lisboa Portugal: Estampa,1975.170p.