segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Comênio






Na interdisciplina de Didática foi pedido a leitura do texto que falava sobre o Comênio, considerado o pai da didática e posteriormente algumas questões referentes ao assunto.
De acordo com o que li, o termo didática deriva do grego e quer dizer a arte de ensinar.Comênio expressou muito bem essa idéia na sua obra principal a Didática Magna, pois demonstrou suas preocupações educacionais pensando num método universal de estudo para todos as pessoas, partindo do simples para o mais difícil,valorizando as experiências e observações produzidas pelos alunos, pensando numa relação harmoniosa entre educadores e educandos para que realmente possa ocorrer a aprendizagem.
Acreditava numa escola que ensinava para a vida, relacionando os conteúdos com o cotidiano dos aprendizes, de uma maneira prazerosa intercalando brincadeiras com estudo para não sobrecarregar as aulas, utilizando uma linguagem adequada e familiar, trabalhando apartir dos sentidos para melhor internalizar as descobertas.
Um ambiente escolar onde os alunos deveriam ser respeitados como seres humanos dotados de inteligência, aptidões, sentimentos e limites. Que pudessem exercitar bons hábitos morais, aprendidos com os exemplos vindos de casa e reforçados pelos professores. Onde os professores ensinassem menos, deixando que os alunos observassem e aprendessem com suas experiências .Espaços de trabalhos sem brigas, castigos, mas com diálogo e convivência harmoniosa entre educadores e educandos, aprendendo aquilo que realmente fosse importante saber e se dedicando com prazer.
Certamente suas concepções são significativas hoje em dia, pois buscamos uma nova escola que possa efetivamente alcançar esses fundamentos, penso que estamos no caminho para que isso ocorra integralmente. Consequentemente foi muito bom ter esse suporte teórico para refletir e absorver os ensinamentos, tentando colocar em prática o que for possível dentro da pedagogia atual.
REFERÊNCIAS
COMÊNIO, João Amós. Didácta Magna: tratado da arte de ensinar tudo a todos. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. 525 p.
GASPARIN, João Luiz. Comênio ou da arte de ensinar tudo a todos. Campinas: Papirus, 1994. p. 41-42.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Aula presencial -dia 26/08


Abraços, beijinhos, sorrisos, cumprimentos ... é muito bom reencontrar colegas, tutoras e professores.


No primeiro momento da aula, tivemos as apresentações da profª Iole e da sua colaboradora Letícia, da disciplina de Linguagem e Educação e de algumas tutoras novas.Também a informação da mudança na coordenação do curso no nosso pólo, ficando a profª Jaqueline no lugar da profª Marie Jane.


Posteriormente a profª Iole iniciou sua explanação nos entregando o cronograma das atividades, demonstrando organização e clareza. Leu algumas partes de um ppt,explicando trechos mais necessários, esclarecendo dúvidas que foram surgindo. Considerei bem interessante a questão de alfabetização e letramento abordada por era e acredito que vou aprender bastante sobre o assunto, pois ela é uma pessoa com um vasto conhecimento. Como trabalho com 1°ano e não tenho muito experiência com este tipo de clientela, fico na expectativa dos textos a serem lidos e na troca de idéias que teremos.
Na segunda parte com a profª Jaqueline, continuamos o trabalho dos PAS, que prá mim como já disse no outro post, ainda é um desafio a ser entendido. Acredito que é uma forma diferenciada de aprendizado, onde os alunos investigam suas dúvidas e certezas provisórias, mas ainda não creio ser totalmente viável com os meus alunos, que na sua maioria não tem acesso ao computador e nem possuem material didático ( livros, revistas) para realizarem pesquisas.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Iniciando o VII semestre




"De tudo, ficaram três coisas:A certeza de que ele estava sempre começando...A certeza de que era preciso continuar...A certeza de que seria interrompido antes de terminar....Fazer da interrupção um caminho novo ...Fazer da queda um passo de dança...Do medo, uma escada...Do sonho, uma ponte...Da procura, um encontro... " Fernando Sabino


Espero que este semestre seja mais tranquilo que o anterior, sem muitos contratempos, desejo manter o blog com postagens regulares que facilitem depois a avaliação das aprendizagens.

Todas as interdisciplinas até até o momento foram importantes e aprendo sempre com cada uma delas, seja por um assunto que desconhecia ou um novo olhar para um assunto já conhecido.

Preciso aprender mais sobre como fazer mapa conceitual e entender melhor como elaborar um PA com meus alunos do 1° ano.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dossiê de inclusão







A disciplina de EPNNEs solicitou que fosse feito um relato de experiências e conhecimentos alcançado durante o semestre, referente a inclusão e ou educação especial.
Tudo o que vivenciei, li e aprendi até hoje está no link abaixo:

http://peadmarciamartins.pbworks.com/Dossi%C3%AA+de+Inclus%C3%A3o+-+M%C3%A1rcia+Martins

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Elaboração de perguntas

Em filosofia após a leitura dos textos: Educação após Auschwitz de Theodor Adorno e Sobre a Pedagogia de Immanuel Kant, foi pedido que formulasse duas perguntas relacionando com ambos os textos.Depois deveríamos enviar para uma colega, que deveria respondê-las.


A-“A educação é uma arte, cuja prática necessita ser aperfeiçoada por várias gerações.” Em que momento das reflexões de Adorno essa afirmação de Kant faz sentido? Difere da opinião de Kant?


B - Tanto Adorno quanto Kant fazem referência à disciplina na educação da criança desde cedo. Explique como cada um deles argumenta essa questão.

REFERÊNCIA

ADORNO, Theodor W. A Educacao após Auschwitz. In:______. Sociologia. São Paulo: Ática, 1986, p.33-45.
KANT, Immanuel. Introdução. In:______. Sobre a pedagogia. Piracicaba: EDUNIMEP, 2004, p. 11-36.

Filme Clube do Imperador

Assiti o filme recomendado pelo profº Leonardo e fiz uma análise.
A cena em que o professor William Hundert fica diante de um conflito moral é quando está corrigindo as provas dos alunos e tem que decidir quais os três classificados para a final do Concurso Senhor Júlio César. Ele modifica o conceito do aluno Sedgewick Bell, que havia ficado em quarto lugar passando-o para o terceiro lugar.
Com essa decisão foram quebrados os princípios éticos morais de honestidade e de justiça presentes em seu caráter e ensinados constantemente aos seus alunos, na frase: “o caráter de um homem é o seu destino”. Ele decidiu rever o conceito B que tinha dado ao aluno Sedgewick Bell, resolvendo modificar para B mais. Passa esse aluno na frente do outro lhe dando uma oportunidade, na esperança de que se vendo capaz, ocorresse uma mudança no seu comportamento e no seu caráter. Com essa atitude acabou prejudicando o outro aluno que também queria participar do concurso e tinha demonstrado condições intelectuais para isso, através da sua prova.
A partir de sua decisão que envolveu trapaça, mentira, injustiça com o outro aluno, irresponsabilidade e falta de ética profissional, percebo que moralmente, segundo as minhas concepções, não agiu corretamente, pois não acredito que os fins justificam os meios. Porém tudo isso nos mostra como o ser humano é imperfeito, mesmo pessoas íntegras, podem uma hora ou outra ter algum deslize. Um professor está sujeito à falhas e imperfeições como todas as outras pessoas. Mesmo com boas intenções tentando ajudar um aluno a se modificar não conseguiu, pois por melhor que seja o professor, os exemplos bons ou ruins vêm do que recebemos da família. A falta de valores éticos ou morais ou a inversão de valores são problemas muito graves na sociedade atual.
O papel da família é básico na formação da personalidade do futuro cidadão e não adianta delegar esta responsabilidade à escola, que possuem um papel complementar. O professor William Hundert teve consciência de que agiu errado pedindo perdão anos mais tarde ao aluno preterido. Pode ver que sua atitude com esse aluno não trouxe conseqüências graves na vida adulta, pois continuou acreditando no seu trabalho, colocando o filho para ser seu aluno. Além disso, teve o reconhecimento por parte dos demais alunos, recebendo uma placa homenageando-o, mostrando a gratidão pela educação recebida.

Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

Destaquei as características principais de cada estádio de desenvolvimento, segundo Piaget,após a leitura pedida:

Sensório-motor( aproximadamente de zero a dois anos): A inteligência da criança é essencialmente prática ( predominando até o aparecimento da linguagem) e as ações de reflexo se modificam gradualmente em contato com o meio.Ausência de função semiótica,ou seja não representa mentalmente os objetos. Inicia-se a capacidade de representação da realidade.

Pré-operatório(aproximadamente de dois a sete anos): Predomina o egocentrismo, pois a criança não consegue colocar-se abstratamente no lugar do outro, impedindo-a de estabelecer relações de reciprocidade. A leitura da realidade é parcial e incompleta, pois prioriza aspectos que são mais relevantes aos seus olhos. Sua percepção abstrata começa a ser aguçada quando aumenta sua capacidade de imaginar situações, figuras e pessoas semelhantes.

Operações Concretas(aproximadamente de sete a doze anos): A criança já tem a capacidade de reversibilidade do pensamento, realizar ações mentais. Sua compreensão do mundo não é tão prática, ainda depende do concreto para realizar abstrações. Consegue organizar, relacionar aspectos diferentes da realidade.
Nesse período já há relações de troca e de reciprocidade, pois a criança está saindo da fase egocêntrica.

Operações Formais(aproximadamente dos doze anos em diante): O adolescente já consegue realizar abstrações sem necessitar de representações concretas e consegue imaginar situações nunca vistas ou vivenciadas por ela. Trabalha o pensamento hipotético-dedutivo e estabelece relações entre várias teorias e apresenta conclusões..


Referência

_____________________http://www.centrorefeducacional.com.br/piaget.html.acesso em: 26 de abril.2009
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Do Egocentrismo à Descentração: a docência no
ensino superior. Porto Alegre: UFRGS, 2005. Tese de doutorado.