domingo, 11 de maio de 2008

Tempo e Espaço

*Leitura das Unidades III (O espaço) e IV (O tempo) do livro: ANTUNES, Aracy do Rego; MENANDRO, Heloisa Fesch; PAGANELLI, Tomoko Iyda. Estudos Sociais: Teoria e Prática. Rio de Janeiro, ACCESS, 1999.

A partir da leitura, Identifiquei as etapas do processo de construção das noções de tempo e espaço na criança. Propus, para crianças de diferentes idades, situações em que tinham que operar com as noções de tempo e espaço e exemplificando as etapas do processo.

Segundo o texto, a construção da noção de espaço pela criança requer uma longa preparação e realiza-se por meio da liberação progressiva e gradual do egocentrismo. Essa construção se faz por etapas: perceptivo, representativo, intuitivo e operatório. Aos poucos a criança vai lendo o mundo social, desvendando a sua lógica, desde o espaço de seu cotidiano até o espaço-nação. A escola precisa criar situações para que possa ampliar e aprofundar as noções de espaço que traz ao entrar na escola, sempre partindo de experiências concretas. Dessa forma vai perceber várias organizações espaciais, que em cada uma delas há divisão social do trabalho, ver ainda os contrastes sociais existentes.
A construção da noção de tempo pela criança é fundamental para que possa situar fatos de sua vida cotidiana, perceber o seu tempo e as épocas diferentes da sua, compreendendo o tempo como fruto da construção social e como uma dimensão contínua ( físico e histórico).

Realizei algumas atividades de noção de tempo e espaço com alguns alunos, fazendo algumas observações.

Com os meus alunos do 1° ano (antigo pré), utilizei:

A) coelho sai da toca; brincadeira que gostam muito e onde se trabalha as relações espaciais (dentro e fora). Percebi que já construíram essa noção topológica.
B) passeio pela escola; após fiz perguntas: por onde passamos primeiro? E depois?...E por último? Por último desenharam o trajeto percorrido. Todos conseguiram refazer o caminho mentalmente e também desenhá-lo, mostrando que já dominaram a ordem temporal do percurso.
C) ordenar fatos do dia; primeiro através de perguntas: o que tu faz de manhã quando acorda em casa? O que tu faz na escola? O que tu faz de tarde? O que tu faz de noite? Por último desenharam a seqüência. Pedi depois que dissessem a duração de cada tarefa, por exemplo: quanto tempo ficamos na escola? Quanto tempo ficamos na pracinha? Quanto tempo ficamos no refeitório? Aí a dificuldade apareceu, poucos conseguiram determinar a duração de cada ação. Mas depois fiz perguntas com comparação de duração, exemplo: onde ficamos mais, na pracinha ou no refeitório? E aí conseguiram relacionar a duração.

Com alunos do 3°ano (2ª série), fiz as atividades B e C. Na tarefa B, propus que além de lembrarem o trajeto de ida, pensassem no inverso também. Os alunos conseguiram, demonstrando que dominam a inversão da ordem espacial. Na tarefa C, perguntei as mesmas coisas e observei a mesma dificuldade de determinar a duração de cada ação.

Acredito ser importante sabermos que há etapas na construção da noção de tempo e espaço, para que possamos exigir de cada aluno, somente o que ele já for capaz de compreender. Por isso, gostei muito do livro e das sugestões de atividades, sendo que algumas já faço em sala de aula. A leitura foi agradável, de fácil entendimento e mostrando como usar a teoria na prática.
Essa atividade teve importância para mim, pois mostrou as etapas em que os alunos estão, propiciando que eu observasse onde posso e devo intensificar a aprendizagem.
Os alunos gostaram das tarefas, pois foi utilizado o lúdico, a brincadeira e a novidade que são recursos indispensáveis para atrair a atenção das crianças e conseqüentemente haver um melhor entendimento do que se quer ensinar.

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